O I Simpósio Internacional da Pessoa com Deficiência, por Carlos Wagner, Papo de Pai

image-1São Paulo faz um frio bom e exala em todos os espaços as manifestações que estão ocorrendo em todo país, com foco essencial para as passeatas daqui. Muitas pessoas do movimento social de pessoas com deficiência, de varias colorações tem chamado a atenção para a necessidade dos movimentos sociais de pessoas com deficiência também participarem e ocuparem espaços públicos.

Outro ponto forte da abertura do simpósio é o reconhecimento de que da origem dos movimentos sociais de pessoas com deficiência nos fins dos anos 70 até hoje grandes avanços ocorreram, mas ainda tem-se a necessidade de pensar e praticar como será.?

Um terceiro elemento significativo foi a constatação de que o movimentos sociais de pessoas com deficiência, embora tenham junto com outros movimentos sociais reinvindicatórios o fim dos anos 70, o movimento dos primeiros são constantemente tratados como movimento “etc” na listas de movimentos sociais.

Enfim, a parte da manhã pareceu-me uma prestação de contas importante daqueles que iniciaram o debate publico da questão das pessoas com deficiência.

Esta prestação de contas trás para a rotina do movimento a passagem do discurso médico da deficiência para um discurso social da deficiência. Ou seja, mais que a patologização das deficiências é necessário observar um discurso que reconheça a cidadania dessas pessoas. Isso não desqualifica a rotina médica, apenas a coloca em interface com a história social das pessoas com deficiência.

Assim a mesa redonda da parte da tarde me parece fundamental ao colocar que a luta das pessoas com deficiência caminha junto com outras lutas e outras discussões do campo acadêmico sobre grupos sociais alijados de direitos e dominados pela naturalização  das desigualdades. Por fim, uma inspiração para os movimentos sociais e estudos de/com pessoas com deficiência pode ser a teoria gênero, as teorias étnicas.

Por enquanto é só, mais tarde mando mais notícias de Sampa.

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