Menino com paralisia ganha bota para jogar futebol

Guiados por professor, comunidade e escola batalharam para poder confeccionar equipamento

Em casa, depois do sucesso nos pênaltis, Gabriel esbanjava alegria

Em casa, depois do sucesso nos pênaltis, Gabriel esbanjava alegria

A iniciativa de um professor dedicado e o empenho da mãe culminaram ontem na realização de um sonho para o pequeno Gabriel, 9. Com os movimentos limitados por causa da paralisia cerebral, o estudante pode jogar futebol pela primeira vez.

Gabriel cursa o 4º ano do na Escola Estadual Lafaiete Gonçalves, em Santa Luzia, na região metropolitana da capital. Seu professor de educação física, Cláudio José, 37, se inspirou ao ver reportagens sobre o pai de uma criança da capital, Felipe, 13, também com paralisia, que desenvolveu uma bota especial para que ele pudesse jogar bola. A mãe do menino, Anabela Ferreira,39, também se entusiasmou com a ideia. “Eu vi as reportagens e fiquei toda empolgada. Mas não sabia nem por onde começar”.
Com o nome da fábrica em mãos, era hora de correr atrás do dinheiro para a confecção, que custaria cerca de R$ 800. E não faltou ajuda. “A gente mobilizou a escola toda para conseguir patrocínio. Tivemos ajuda de outras escolas, os alunos fizeram até rifa. A comunidade também quis ajudar”, conta Cláudio, orgulhoso.
Para a inauguração da bota teve festa na escola. Algodão doce e caldo para as quase 150 pessoas que foram ver os gols do mais novo jogador. E teve presença ilustre: os mascotes do América, do Cruzeiro e do Atlético bateram pênaltis com o menino, que acertou todos.

Artilheiro do dia, Gabriel tem um mascote preferido. O menino torce para o Cruzeiro e ganhou camisa e boné do time. Perguntado sobre qual seu jogador preferido, ele nem pensou para responder: “O Raposão”.

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