Um pedido de socorro da educação brasileira, Sobre Rodas, por Ricardo Albino

Em tempos de saudáveis e oportunas manifestações populares pedindo, entre outras, a melhoria na qualidade da educação no Brasil pensei como seria um contato direto da própria “Dona Educação” com os nossos governantes. Acho que a conversa seria, mais ou menos, assim:

PEDIDO DE SOCORRO

“Senhores governantes do Brasil,

Venho por meio desta pedir que me ajudem com certa urgência. Há algum tempo tenho sofrido de depressão. A saudade da época em que eu era famosa, reconhecida por toda a sociedade é algo que me deixa feliz, mas, também preocupada. Vejo, por onde passo, o quanto necessito recuperar minhas forças para salvar uma sociedade que precisa caminhar sozinha, a partir do conhecimento, rumo a um futuro promissor.

Sei que vocês tem se especializado em retórica, sem efetividade. A prova disso é que o último Plano Nacional de Educação – PNE encerrou-se em 2010 e o novo Plano decenal encontra-se emperrado no Congresso Nacional há três anos. Sinto que na medida em que o tempo passa enfraqueço cada vez mais. Em minha opinião, a solução deste problema crônico é fácil de resolver. Basta ter aquilo que os senhores costumam chamar de vontade política. Se bem aplicada pode funcionar como uma vacina poderosa, capaz de colocar fim a um mal chamado analfabetismo, seja ele completo ou funcional.

As crianças podem ser verdadeiramente o futuro da nação se os senhores, representantes eleitos democraticamente pelo povo, ouvirem as vozes das ruas e olharem com carinho e respeito para as escolas, não como um simples espaço físico, mas, como instituições formadoras de competência, com padrões de qualidade semelhantes aos chamados países de primeiro mundo. Não se esqueçam que ainda, no século 21, somo qualificados de emergentes exportadores de matéria prima, sem valor agregado. Pensem em fazer com que os alunos vejam na escola desafios que não encontram em sua própria casa. Invistam na infraestrutura, na qualidade do material didático e, principalmente, na formação de bons profissionais e na imperativa valorização do educador. Boas parcerias contribuem bastante para que um objetivo seja alcançado. Nesse caso, os parceiros ideais são a família e a sociedade em geral.

Bem, acho que já falei demais. Espero, sinceramente, não ter incomodado a ponto de me deixarem numa UTI, em situação terminal. Ah, as vozes da grande sociedade que lhes outorgou essa transitória representatividade, com certeza, não me deixarão desamparada.

Grata pela atenção

Educação brasileira”

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

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