Acadêmico dribla deficiências e forma-se em Educação Física

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Daniel: Driblando as diversidades e alcançando seus objetivos
VOLTA REDONDA / Fonte A voz da cidade“No meio da dificuldade, encontra-se a oportunidade”. Foi dessa maneira, que Daniel Gonçalves Ferreira, de 23 anos, que está no último período do curso de Educação Física do UniFOA,  introduziu as belas palavras de Albert Einstein em sua vida: após um trágico acidente no qual perdeu o movimento de suas pernas, não se abateu e hoje está prestes a se formar.

Daniel conta que em uma tarde de 2007, estava surfando em uma praia de Campos dos Goytacazes quando foi surpreendido por uma onda, que violentamente o fez bater a cabeça em um banco de areia. Isso o fez fraturar a 5ª vértebra de sua coluna cervical, um acidente que mudaria sua vida para sempre.

Após ficar em reabilitação no hospital Sarah Kubitschek, lá foi ensinado a viver em sua condição. “Quando eu soube que nunca mais poderia andar, fiquei uma semana sem falar. Entrei em depressão e achei que nunca mais poderia viver normalmente”, desabafou.

Em 2009, Daniel veio fazer fisioterapia no UniFOA, e deu continuidade aos seus planos antes do acidente: se matriculou no curso de Educação Física. Ele que jogava hanbdboll amador pelo Volta Redonda, continuou apaixonado por esportes e pelo curso.

“Lembro do meu primeiro dia… Eu estava muito envergonhado. Todos olhavam pra mim e tinham medo de falar comigo, mas com o tempo se acostumaram. Hoje tenho grandes amigos”, conta.

O apoio que recebeu foi o que o motivou a continuar. Ainda assim, acrescenta: “As pessoas não sabem abordar uma pessoa que tem deficiência e ficam receosas. É só encarar naturalmente”, explica.

Segundo ele, seus professores fizeram o possível para adequar esportes como futsal, handboll e vôlei para que ele pudesse participar. As mesmas providências foram tomadas pela instituição, que adaptou elevadores e rampas para que seu acesso fosse facilitado. Para que se sentisse incluído num grupo do qual nunca deixou de fazer parte.

Agora seus próximos planos são fazer outra faculdade, ou uma pós-graduação. Porque o importante para ele é não parar, já que a vida seguiu em frente… E ele também.

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