Em busca do encaixe perfeito

saia verde dois saia verde tres saia verde umÉ sabido que a adolescência é um período muito tempestuoso na vida de todos nós. Aposto um brigadeiro como você aí, caro leitor, já teve seus dilemas interiores nessa fase. O mais engraçado é que tudo é muito profundo: o amor é muito profundo, o desamor também, as amizades, as decepções, os fracassos.

Na minha época, um dilema recorrente era o encaixe. Eu queria muito pertencer a algum grupinho da escola. Era importante para mim ser conhecida como “Mariana, a… qualquer coisa”. Poderia ser roqueira, patricinha, hiponga, nerd, amiga da popular, esportista…

Sabe o interessante disso: no fim das contas, percebi que não me encaixava em nenhum desses grupinhos específicos. Tinha um pouco de tudo em mim e, para piorar, eu era uma garota “de lua”. Houve um tempo em que me vestida de preto, outra época eu era hippie e, minutos depois, tudo mudava.

Na adolescência, já me interessava um pouco por moda. Intuía que essa era uma ótima forma de expressão. Acho que todos os momentos fashion que passei até chegar onde estou hoje foram fundamentais para a evolução da minha personalidade adulta.

No começo, foi sofrido não pertencer aos grupinhos. Mas, como tudo tem um lado bom, nesse caso não foi diferente; percebi que nunca segui a multidão, sempre tive personalidade própria, por tanto não teria mesmo como fazer parte dessas tribos. Eu teria que achar meus amigos de outras formas.

E fui isso que fiz. Meus amigos sempre me acrescentaram coisas diferentes, porque eram diferentes e únicos, como eu. Esse é o melhor caminho na vida, digo confiante. Com a moda essa afirmação também se aplica. Tenha suas referências, mas não tente ser como elas.

O legal é ser único, do jeito que você se sentir melhor, com as escolhas que você faz, dentro das condições que você tem. Por que o bonito não é ser apontado como “fulano, a alguma tribo”, mas como “fulano, o bom amigo, o cara bacana, a moça feliz”. É como dizem: a moda passa, o estilo fica.

*Mariana Silva (Idealizadora do Blog http://naoesobremoda.wordpress.com, é colaboradora de http://www.tudobemserdiferente.com. Jornalista, 24 anos, nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais. Para ela, moda é uma futilidade necessária e um fenômeno sociológico interessantíssimo; “o legal é quando fazemos a moda trabalhar a nosso favor, ficar dependente dela não faz bem”). Tem displasia Óssea, síndrome que afeta o crescimento e a resistência dos ossos de todo o corpo. Escreve Ser diferente é fashion para http://www.tudobemserdiferente.com toda quinta-feira. 
 
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