Esporte adaptado: 3 anos de felicidade, por Ricardo Albino, Sobre Rodas

Esta semana quero comemorar com vocês uma data muito especial. Hoje, 5/6, há três anos eu começava a fazer educação física e a construir uma nova fase na minha história. Quanta coisa boa encontrei por lá. Tudo começou com a Anita! Minha primeira alternativa foi a academia, mas, logo percebi que fazer rolamentos, pegar peso e pedalar não era minha praia preferida. Afinal, já tinha feito aquilo nos tempos da fisioterapia e procurava algo novo como motivação.

Tentei o tênis de mesa, mas, o relacionamento entre eu e a bolinha durou pouco tempo, minha coordenação motora é bem mais lenta que os quiques dela. Foi então que descobri que a dança em cadeira de rodas é considerada um esporte. Que descoberta gostosa! A magia do palco fez com que eu pudesse unir o útil ao agradável e sempre que possível, além das minhas coreografias, aproveitei as oportunidades para colocar em prática meus “dotes” jornalísticos. Escrevi duas peças de teatro onde pensava que seria apenas o autor do texto, mas, para minha surpresa meus colegas de grupo pediram que eu também fizesse parte do elenco.  Disseram que eu tinha talento para fazer comédia. Acho que eles estavam certos, pois a cada ensaio foi uma novidade e em cada apresentação a platéia sorria e aplaudia.

Outra grande emoção ao longo desse tempo foi poder entrar na quadra e jogar basquete em cadeira de rodas. Cada bola na cesta era uma vitória para mim que desde pequeno sou um apaixonado por esporte. Presentes de Anita! Hoje mato a saudade das quadras nos fins de semana treinando a pontaria na minha tabela particular, no sítio da família. Nesse leque de alternativas que experimentei no esporte continuo a praticar, duas vezes por semana, a Bocha que me faz sonhar com a conquista de medalhas. Além de tudo pude conquistar novas amizades, aprender e trocar experiências com aquelas pessoas que tanto me ajudaram. Uma das grandes lições da prática do esporte é que mais importante do que o placar do jogo é a oportunidade de poder jogar.  Fiz, também, um programa de rádio, algo que gosto muito e que desde os tempos da Faculdade não havia tido oportunidade de fazê-lo. Como foi emocionante voltar a ouvir um programa produzido por mim, na voz de um locutor.

No meio de tudo, conheci a Lu, minha querida professora de artes. Ela foi me vendo e disse que eu tinha alma de artista. Eu, ela e o Felipão – não é o técnico da seleção – fazemos de cada aula uma pequena festa. Quem sabe não produziremos juntos uma exposição, em  futuro próximo? Foi fazendo arte que nasceu o Perneta, meu personagem criado para contar histórias junto com as crianças e para elas. As aventuras dessa figura – o perneta – conto mais adiante.

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

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Crédito fotos: Arquivo pessoal

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