Professores de educação física fazem curso sobre esporte adaptado

O coordenador da Academia Paraolímpica Brasileira, Alberto Martins Costa, foi um dos palestrantes

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promove até sexta-feira (28), em parceria com o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), um curso de formação sobre atletismo e natação adaptados, destinado a professores de educação física do Estado que trabalham com alunos portadores de necessidades especiais e esporte paraolímpico. O treinamento, que faz parte do Plano Estadual de Ações Integradas a Pessoas com Deficiência (Existir), ocorre no auditório da Universidade do Estado do Pará (Uepa), de 8 às 18 horas.

O objetivo é capacitar os professores de educação física para implantar as competições paraolímpicas, tanto de Belém quanto do interior. A ideia é que essas competições possam ocorrer em etapas municipais, regionais e estadual, como é com os Jogos Estudantis Paraenses (JEPs), promovidos pelo Núcleo de Esporte e Lazer (NEL), da Seduc.

A professora de educação física Socorro Aquino Coutinho, que participa do curso, disse que trabalha há 30 anos com esporte adaptado e já participou de todas as paraolimpíadas escolares brasileiras. Para ela, esta ação é importante para o desenvolvimento do esporte e dos estudantes com deficiência. “O curso vai enriquecer nossas habilidades como professores e nos dar base para trabalharmos com as várias formas de deficiências, e isso permitirá a integração dos alunos”, afirmou.

Segundo a professora Rosicler Ravache, da Academia Paraolímpica Brasileira, integrante do CPB, as pessoas com paralisia cerebral, deficiência visual, amputados ou tetraplégicos podem fazer atletismo, de acordo com a classificação funcional de sua deficiência, com os devidos cuidados que o professor de educação física precisa ter. “A intenção do curso é ensinar como os professores podem atuar nas escolas e agir com cada tipo de limitação apresentada pelo aluno”, enfatizou.

A classificação funcional consiste na categorização recebida pelos atletas em função da capacidade de fazer movimentos – evidenciando as potencialidades – de sequelas de algum tipo de deficiência, bem como os músculos que não foram lesados. A avaliação é feita pela força muscular, teste de coordenação e teste funcional.

Para o coordenador da Academia Paraolímpica Brasileira, Alberto Martins Costa, o curso deve favorecer a formação de mais profissionais para atuar nessa modalidade escolar esportiva. “Isso servirá para orientar o trabalho com crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais e formar profissionais para trabalhar com o esporte adaptado”, realçou.

A coordenadora do NEL, Glória Guerreiro, afirmou que a missão do esporte estudantil é a implantação do esporte paraolímpico no interior do Estado e, para isso, é necessário em primeiro plano sensibilizar os professores com a necessidade da prática do esporte adaptado nos municípios paraenses. “O primeiro passo é sensibilizar. Dessa forma, as pessoas começam a mostrar interesse, e a busca de formação adequada é essencial para que tudo possa ocorrer da melhor maneira possível”, destacou.

O esporte adaptado para deficientes surgiu no início do século XX, em Berlim, na Alemanha. Os primeiros a ganhar esportes adaptados foram os deficientes auditivos, em 1924; em seguida, foram os deficientes visuais, com as modalidades atletismo e natação. No Brasil, o I Campeonato Paraolímpico Escolar Brasileiro ocorreu em Fortaleza, no ano de 2006. O evento agora é anual.

Texto:

Eliane Cardoso – Seduc
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