Estado diz que vai investir R$ 500 mi em ações para deficientes

Entre as ações estão a criação de um centro técnico de libras e a distribuição de kits para alunos cegos

Pais e estudantes fizeram ontem um protesto, na praça Sete, contra a desvalorização das escolas para

Pais e estudantes fizeram ontem um protesto, na praça Sete, contra a desvalorização das escolas para crianças especiais
PUBLICADO EM 26/06/13 – 03h00

JOHNATAN CASTRO / Jornal O Tempo

No mesmo dia em que estudantes, pais de alunos e funcionários da Escola Estadual João Moreira Sales – que atende pessoas com debilidades cognitivas – foram à praça Sete protestar contra a desvalorização das escolas para crianças especiais no Estado, o governo mineiro lançou o Plano Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Minas Inclui. Na solenidade, realizada ontem na Cidade Administrativa, ainda foi assinado o termo de adesão à versão nacional do programa.

Com a parceria, até 2015 cerca de R$ 500 milhões serão destinados às áreas de saúde, educação, trabalho e qualificação profissional, acessibilidade e tecnologia assistiva, proteção social, segurança e acesso à Justiça. Para coordenar, monitorar e avaliar a execução do plano, um comitê gestor foi criado. Representantes dos 18 órgãos vão se reunir regularmente para discutir políticas voltadas às pessoas com deficiência.

Entre as ações executadas, estão a capacitação de profissionais das escolas públicas, o repasse de kits para alunos com cegueira ou baixa visão e a criação de mais um centro técnico de libras.

Destacando que, por muito tempo, os benefícios às pessoas com deficiências foram encarados como um favor oferecido pelo Estado, o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, afirmou que as ações para esse público devem ser contínuas. “Não existia uma política de continuidade. Eram só ações pontuais e nós estamos mudando isso”, concluiu.

Crítica.

Crítica. A presidente da Associação da escola João Moreira Sales, Geralda Evany, 69, critica a falta de estrutura das escolas e vê com pessimismo os planos do governo. Segundo ela, há muito ainda a ser feito.

“Além da escola, por exemplo, precisamos criar centros de convivência para que os deficientes tenham onde ficar de depois que terminam as aulas”, exemplificou. (Com Camila Bastos)

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