Cães da Brigada ajudam crianças da APAE

cinoterapia está sendo realizada na escola da brigada

Marcus Vinicius com o pai Marcos Garcia, sargento Benitez e o cão Tor: “mais sociável e interagindo”

A terapia realizada com o auxílio de cães, a chamada Cinoterapia, está beneficiando alunos especiais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). É um programa pioneiro na região do Vale do Caí, numa parceria entre a APAE e a Brigada Militar. Cães do canil do Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO) Vale do Caí são utilizados na Cinoterapia, para crianças autistas, com síndromes de down ou west, com transtorno de desenvolvimento ou portadoras de outras necessidades especiais. E a terapia não poderia ter um nome mais adequado: “Amigos pra cachorro”.

Para o sargento Euclides Estevão da Silva Benitez e o soldado Rodrigo Alves Romani, do canil do CRPO, é um trabalho muito especial e emocionante. Cães muitas vezes utilizados para farejarem drogas, buscas de salvamento ou no policiamento, ajudam no tratamento de crianças especiais. Os policiais militares trabalham em parceria com uma equipe da Apae, composta pela fonoaudióloga Cristine Robalo, a fisioterapeuta Julia Naue e a psicóloga Daiane Silveira.

Mesmo com apenas um mês de terapia, tendo sido realizados quatro encontros, os profissionais já estão constatando alguns avanços. “Está dando um ótimo resultado”, comemora Cristine. As profissionais da Apae citam que na cinoterapia é desenvolvida a socialização, equilíbrio, comunicação, limites, interação e habilidade motora. E ressaltam o acompanhamento dos pais. É o caso do casal Luciane e Marcos Garcia, que levaram o filho Marcus Vinicius, de 11 anos, autista e que estava acompanhado do irmão de 8 anos e do cachorro da família, o Tor. “O Marcus está mais sociável e até falando algumas palavras. Está interagindo bem mais”, comemora o pai, que auxilia na terapia. Lembra que Marcus, apesar das dificuldades de comunicação, chama os cães pelo nome.
Atualmente oito crianças, entre 6 e 16 anos, participam da cinoterapia, que ocorre todas as tardes de quartas-feiras, na Escola de Formação e Especialização de Soldados (EsFES), junto as antigas instalações do Frigorífico Renner. Conforme o sargento Benitez, as crianças caminham com os cães, alisam, sentem o pelo, realizam exercícios e outras atividades. “No início tinham algum medo, mas aos poucos foram se soltando”, destaca Benitez. Segundo ele, entre os cães utilizados estão o labrador Duqui e a vira-lata Preta. “Uma menina cadeirante brinca e chama pelos cães”, cita o policial militar, sobre a alegria das crianças em participarem da cinoterapia. “Nossa intenção é proporcionar uma vida melhor para estas crianças”, completa, lembrando o apoio do comando do CRPO e da direção da APAE, que inclusive pretendem ampliar o programa, para que mais crianças possam ser beneficiadas.

Muitas crianças, além da cinoterapia, também participam da terapia com cavalos, a equoterapia, num convênio da Apae com o Rancho Herança e Terra, proporcionando também ótimos resultados.

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