Acadêmicos da Ufac vão ao MP para garantir inclusão de deficientes

Alunos cobram contratação de intérpretes para portadores de deficiências.

Em protesto, estudantes suspenderam algumas aulas em Cruzeiro do Sul.

Acadêmicos da Ufac (Foto: Francisco Rocha/G1)Acadêmicos protocolaram documento no MPE (Foto: Francisco Rocha/G1)

Acadêmicos da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Cruzeiro do Sul, tentam garantir junto ao Ministério Público Estadual (MP-AC), os direitos dos estudantes portadores de necessidades especiais. Na quinta-feira (18), um grupo de universitários protocolou um documento no órgão pedindo a intervenção da Justiça para que os direitos dos alunos sejam respeitados pela instituição.

Os universitários querem que a Ufac contrate intérpretes para os alunos portadores de necessidades auditivas e visuais. A reivindicação inclui também, melhoria no acesso às salas de aulas para os acadêmicos portadores de deficiência física e obesos.

Em apoio às reivindicações dos acadêmicos especiais, algumas turmas não tiveram aulas na quinta-feira (18). Para a estudante Marinalva Oliveira, do curso de Pedagogia, a situação dos acadêmicos especiais é muito ruim. “Eles ficam envergonhados, não sabem o que está acontecendo em sala de aula. É frustrante, sem contar com o baixo rendimento desses estudantes”, considera.

O acadêmico Talison Gadelha, do curso de Espanhol, também saiu em defesa dos colegas. Segundo ele, a universidade não está respeitando os direitos desses estudantes. “Eles estão se sentido humilhados, não entendem o que o professor fala. Alguns já estão pensando em desistir por não estarem conseguindo acompanhar as aulas”, relata.

O vice-presidente estadual do Diretório Acadêmico, Maicon Silva, explicou que já foram feitas várias reivindicações para a reitoria da Ufac, mas o problema continua. Segundo ele, a falta de profissionais para acompanhar esses alunos em sala de aula está dificultando o aprendizado.

“Esses alunos estão sendo prejudicados pela própria universidade, se a instituição não nos der uma resposta positiva vamos mobilizar todos os universitários e vamos parar as atividades no Campus de Cruzeiro do Sul”, afirmou.

Questões burocráticas atrapalham contratações
A diretora do Centro de Educação em Letras, do Campus Floresta, professora Maria José Morais Costa, disse que os profissionais ainda não foram contratados por questões burocráticas. Segundo ela, a Ufac já está viabilizando um convênio com a Associação dos Surdos do Acre, para contratar os intérpretes.

Quanto aos alunos com necessidades visuais, a professora explica que já foi contratado um técnico para revisar os textos escritos em português para o braile, o que falta é um profissional para acompanhar o aluno em sala de aula, o que só será possível através de concurso.

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