Desenganada pelos médicos, ela conta que investiu em multiterapia e casos ‘perdidos’, por Lou de Oliver

Dist.aprend.capaPessoal, recebi esse texto da Lou de Oliver, que nos conta como teria superado problemas graves em decorrência de dois acidentes e a partir daí, os investimentos em psicopedagoga e multiterapia.  

“Filha de um poliglota que estudou Medicina, Direito, foi grande Dançarino, estudioso das filosofias e técnicas terapêuticas orientais e, acima de tudo, estudioso da Bíblia (que ele lia em diversos idiomas) e de uma Enfermeira (que também foi Artista Plástica e Violonista), Lou de Olivier, já nasceu convivendo com a Arte, a Medicina com técnicas de respiração, meditação e o poder de cura das terapias orientais e, acima de tudo, com conceitos bíblicos.

Aos três anos de idade já cantava e dançava na TV, aos quatro anos já estava ganhando seu primeiro troféu pelo sucesso de vendas de seu disco (vinil) e, aos seis anos de idade, já começava a ler e iniciou estudos (com seu pai e mestre) dos livros de filosofia oriental. E da Bíblia.

Uma vida acidentada (sofreu dois graves acidentes e teve doenças típicas infantis que lhe exigiram internações) a fez abandonar a precoce carreira artística e os estudos filosóficos e a levou a conhecer o lado do paciente. Teve sorte de não ter muitas seqüelas mas viveu na pele a dor física e psicológica de um acidentado, assistiu nos hospitais a desesperança que muitos tinham de conseguir cura e o desengano da medicina que parecia não ter respostas para muitas seqüelas. Foi assim que, aos 12 anos, começou a ler os livros de Medicina e enfermagem pertencentes aos seus pais e procurar sozinha respostas que os profissionais pareciam não ter.

Pela primeira vez, Lou constatou que havia uma grande lacuna entre o que se lia nos livros científicos e o que acontecia nos hospitais. Decidiu que seria Psiquiatra e mudaria isso, levaria os resultados de suas pesquisas ao mundo, em linguagem que todos pudessem entender…

Aos dezesseis  anos, teve outro acidente, desta vez, um afogamento que a deixou desmemoriada, foi avaliada pelos melhores profissionais entre Psiquiatras, Psicólogos, Neurologistas e, após passar por 24 profissionais sem respostas nem esperança de cura, foi aconselhada pelo maior neurologista da época a procurar ajuda espiritual e fazer teatro para recuperar a memória.

Em maratona pelas religiões, Lou sofreu muito em rituais que não a curavam e a maltratavam porém no curso livre de teatro, dia após dia, começou a recuperar-se e entender o grande poder terapêutico desta arte. O referido curso foi feito na Casa de Cultura de Israel, seu primeiro contato com  a comunidade Judaica. Lou havia perdido sua capacidade para falar Idiomas e tinha grande dificuldade para ler e escrever até em Português, sua língua natal. Por treinar muito, (escrevia o dia todo), conseguia expressar-se razoavelmente na escrita mas, ao tentar ler um texto qualquer tudo lhe parecia sinais sem nexo.  Começou a escrever diários para recordar-se de suas atividades, anotava e comentava tudo que lhe acontecia. Foi assim que, com apenas 16 anos,  escreveu sua primeira peça teatral: “Eu inteiro, metade de mim”

Um ano após o inicio do curso, já não tinha mais a sensação de não existir, já conseguia, ao menos lembrar seu nome, endereço e já sabia sair e voltar sozinha para casa. E continuava dança em varias modalidades. Novamente voltou aos livros dos pais e, com grande dificuldade de reconhecer as letras,  encontrou os sintomas da dislexia (na época era chamada principalmente cegueira verbal) e teve certeza de que tinha adquirido este distúrbio pelo afogamento.

Voltou a alguns dos médicos que a tinham atendido, levando o livro para comprovar que ela havia adquirido dislexia mas não lhe deram ouvidos. Alguns sequer sabiam da existência deste distúrbio. Então Lou decidiu pesquisar sozinha, esperava as fases em que conseguia ler melhor, as vezes pedia aos amigos que lessem para ela, assim pesquisava anotando tudo que descobria.

Começou a lecionar gratuitamente dança e teatro para crianças carentes na periferia e decidiu fazer faculdade nesta área. Graduou-se no que se chama atualmente Artes Visuais e licenciou-se em Artes Cênicas. Nesta mesma faculdade cursou extensão em Musicoterapia e descobriu o poder curativo da Musica. E aprendeu a grande e importante diferença entre Musica como Terapia e Musicoterapia.

Nesta época já recuperada começou a se preocupar com os bebês que sofrem anoxia ao nascer. Finalmente ela descobrira (sozinha) que tinha tido uma anoxia (ou hipóxia) durante seu afogamento e pensava que, se aos 16 anos, ela teve esta perda total de memória, como ficaria o cérebro dos bebezinhos que passavam por essa privação de oxigênio?

A partir de 1987, Lou de Olivier intensificou estudos dos distúrbios de aprendizagem, aprofundando-se em Anoxia perinatal. Fez um curso de Psicanálise, uma extensão em Neuropsicologia e seguiu estudando Psicopedagogia. Pesquisou e publicou o tema Anoxia perinatal gerando significativos distúrbios de aprendizagem, atendeu pacientes com síndrome de Down e autismo utilizando técnicas de Musicoterapia, com excelentes resultados, foi voluntária em vários hospitais, clinicas e escolas. Durante um ano e meio participou de inúmeros simpósios e treinamentos em Psiquiatria e aprofundou-se em TOC/Tourette e Paixões Obsessivas. Conviveu com os mais diversos distúrbios, problemas escolares e familiares.

A partir de 1994, Lou de Olivier passou a pesquisar também sobre drogas e suas relações com o TOC. Por vários anos manteve equipe voluntaria que pesquisava e visitava favelas orientando e auxiliando usuários de drogas.  e também foi voluntária em clinicas de recuperação de dependentes químicos, atuando não só no tratamento desses mas no apoio aos seus familiares. Estudou também Física quântica e fez mestrado especial em Ciências Humanas. Pesquisou e publicou diversos outros assuntos importantes, colaborou com muitas revistas brasileiras e internacionais, rádios e emissoras de TV.

NovolivroCriou a técnica de Multiterapia e ficou conhecida como especialista em casos perdidos pois foram muitos os casos que solucionou com esta técnica e que já tinham tentado tudo antes disso. Teve dois casos que se resolveram na primeira sessão e diversos que se resolveram em dez sessões. Nesta ocasião recebeu pacientes de vários países que chegavam com diagnósticos “incuráveis” e algumas sessões com a Lou resolviam seus casos.

Pos graduou-se em Medicina Comportamental e, nesta área, pode entender a grande importância dos ensinamentos de seu pai. Pois tudo o que se estuda no ocidente como grande novidade, para ela (assim como para os orientais) é milenar.

No período entre 2000 e 2002 manteve o Espaço Cultural Dra. Lou de Olivier que oferecia museu do bairro, tratamentos e cursos gratuitos à população carente e continuava mantendo o atendimento e orientação aos usuários de drogas.

Todo este material de estudo e pesquisas foi publicado em seus nove livros didáticos e em inúmeros artigos disponíveis em jornais e revistas nacionais e internacionais. Entre 1995 e até os dias atuais.

Em nível espiritual, Lou estudou em teoria e pratica diversas religiões, filosofias de vida e seitas, atualmente, apesar da dificuldade com o Hebraico, ela analisa os manuscritos do mar morto e textos antigos em aramaico. Mas, como ainda tem momentos de falhas de memória, suas pesquisas nestes idiomas caminham lentamente. Continua seus estudos e pesquisas em diversas áreas colaborando muito com as suas descobertas em distúrbios de aprendizagem e de comportamento.

Muito além de uma excelente  profissional, muito acima de uma grande experiência de vida, Lou de Olivier é a prova de que nenhum distúrbio, nenhuma seqüela, nenhuma doença é obstáculo ou impedimento a quem quer, de fato, encontrar respostas e/ou se curar e que a força da mente  está acima de qualquer obstáculo. Contato de Lou de Oliver“.

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