7 anos de formatura em Jornalismo, Sobre Rodas, por Ricardo Albino

003Sete Anos e nem parece

18 de agosto de 2006. Você lembra o que fez naquela noite? Fique tranquilo. Essa não é uma investigação policial. Naquele dia eu estava recebendo meu canudo de jornalismo. Por acaso, acho que nos vimos por lá. Te vi chorar comigo ouvindo o Hino Nacional. Eu disse que nenhuma lágrima cairia desses olhos lindos que Deus me deu. Convencido esse rapaz! Combinei com uma colega que ficasse perto dos meus pais para tomar conta deles na platéia. Tudo combinado fiquei esperando minha turma entrar no palco. Cada minuto de atraso, cada professor que passava repetia a mesma pergunta:

E aí, tá muito nervoso? Não. A mão estava mais gelada que picolé. O coração batia mais acelerado que formula 1, na sexta marcha. Era meu sonho de menino prestes a se realizar. Ainda guardo na lembrança o discurso emocionante da Flávia, a nossa linda oradora e a voz embargada da minha amiga e parceira Fernanda ao fazer o juramento. Sete anos e nem parece.

Em 2013, dia 18 cai no domingo. Outro dia, conversava com uma amiga sobre a felicidade. Coincidentemente, minha irmã fez uma viagem no tempo e encontrou os colegas da época colegial e me deu a inspiração para comemorar meus sete anos de formado, recordando alguns momentos daquela época. No primeiro encontro com a turma na padaria da esquina pra comer pão de queijo com linguiça, tomar cerveja, jogar sinuca e morrer de rir, um bêbado que passava na porta olhou o retrato do Renato Russo na parede e gritou: “Cara, o moço aí atrás é a sua cara!” E a cara de espanto da Lívia ao descobrir que eu também tomava cerveja. Disse ela: “Esse copo é seu? Não sabia que você bebia.” Respondi, é apenas socialmente. É bom esclarecer que a gente não estava matando aula. O professor faltou porque estava doente.

Quanta gente bacana conheci naqueles corredores, seja em períodos do jornalismo como também em outros cursos. Que o diga o pessoal de produção editorial. Quase todos os dias, nos intervalos das aulas, estava eu papeando com a Jaque, Eduardo, Virginia e Joana. O Guto Rabelo, o moço que hoje é repórter do Globo Esporte já foi meu colega de resenha de futebol algumas vezes. Desde a época dava para perceber que o cara ia longe!  Não me esqueço da viagem que fiz com o Gilson e o Alex à Serra do Cipó para contarmos a história da estátua do Juquinha. Infelizmente, não será possível mostrar como foi esse momento porque o fotógrafo oficial da viagem não conseguiu encontrar as fotos antes do fim desta crônica. Aguardo-as, ansiosamente, para momentos futuros. Meu amigo Gilson passou quase todo o almoço tentando fotografar uma teia de aranha no telhado.

Outro momento marcante foi conhecer a Branca. Encontramo-nos várias vezes no balcão da biblioteca. Durante quase um semestre conversávamos bastante e no final, quase sempre, ela perguntava: desculpa como é o seu nome mesmo? O problema foi resolvido quando estagiamos juntos no Jornal da Rua. Foi um período muito bacana e hoje a tenho como uma grande amiga; acredito que a recíproca é verdadeira. Espero em breve poder repetir a dose e escrever junto com ela uma crônica sobre escalada.

No dia da formatura chegamos a combinar uma festa dos 10 anos. Se acontecer vai ser engraçado, chegarão maridos, esposas, filhos e professores alguns, possivelmente, aposentados e outros como Sonia Pessoa trocando e dividindo experiências com ex-alunos como eu que, com muito orgulho, continuo aprendendo e construindo nossa história.

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

ricjornalista@hotmail.com / http://ricardo-albino.blogspot.com.br

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