Artista ou arteiro? Palmas para a inclusão, por Ricardo Albino, Sobre Rodas

045Amigos, essa semana descobri o poder que a arte tem. Ela tem o dom de incluir e fazer o bem. No sitio, ao lado das crianças, o adulto moldou um boneco de barro, voltou a ser menino também. A criatura de cabeça grande foi batizada pela Bia de “Perneta Neném”.

Seja com os dedos na argila ou a mão no pincel, fazer arte funciona como uma gostosa forma de inclusão. Aquilo que no inicio parece um rabisco, alguma coisa sem definição, no fundo constrói alegria, amizade e animação.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Diz a Lu, minha professora de artes, que tenho alma de artista. Às vezes, sou arteiro. Na verdade, sou mesmo é bagunceiro. Não faço arte por brincadeira, mas admito que adoro brincar de fazer arte. Ela tem o dom de tirar o som das palavras de quem no primeiro dia chega meio calado, quase mudo, meio desconfiado. Hoje já fala bastante, mas quando prefere o silencio basta olhar a pintura e a beleza dos quadros para entender as mensagens que a voz não conseguiu dizer.

Seja uma cidadezinha do interior, uma paisagem, um rosto bonito ou algo colorido, um desenho indefinido que traga consigo muita cor que transmita a paz, o sorriso e o amor. É assim que vou pintando e contando histórias, em breve, quem sabe eu e o meu amigo Felipão faremos juntos uma grande exposição. Artistas ou arteiros vamos todos festejar e bater palmas para a inclusão.

 

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

ricjornalista@hotmail.com / http://ricardo-albino.blogspot.com.br

Crédito fotos: Arquivo pessoal

 

Anúncios