Relação de filho com Down e o pai é tema de monólogo

Ator Charles Fricks mostra as dificuldades na aceita por um filho ‘normal’. Peça será apresentada durante Festival Palco Giratório em Porto Velho.

Charles Fricks, da Cia Atores de Laura, apresenta primeiro monólogo da carreira (Foto: Marcos Paulo)Charles Fricks, da Cia Atores de Laura, apresenta primeiro monólogo da carreira (Foto: Marcos Paulo)

Baseado no livro do catarinense Cristovão Tezza, “O Filho Eterno” saiu das páginas e ganhou adaptação aos palcos ainda em 2011, na primeira interpretação solo do ator Charles Fricks, da companhia carioca Atores de Laura. Mais de 30 mil pessoas já viram o espetáculo que aborda a Síndrome de Down vista por um ângulo familiar, na relação de pai e filho.

Adaptado por Bruno Lara Resende, com direção de Daniel Herz, o espetáculo mostra a relação do pai e do filho portador de Síndrome de Down. O cotidiano se passa na década de 80, em Curitiba.

“Desde 2007 vinha trabalhando a ideia de fazer um monólogo, mas não encontrava um texto. Até que meses depois, um amigo meu, ator Pablo Sanábio, mandou o texto desse livro e a gente verticalizou na dificuldade do pai em se relacionar com o filho”, conta Fricks, agraciado como melhor ator no Prêmios Shell 2012 e APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio) no mesmo ano. A peça ganhou a categoria especial Direção de Movimento da Márcia Rubiz, Shell.

“Não fiz laboratório para este trabalho, mas comecei a ter um olhar mais aberto aos ‘downs’ na rua, a vê-los mais”, complementa o ator. “São três referências que tenho: a obra de Cristóvão, o próprio autor e a minha vida, que é a minha relação com meu pai também”, acrescenta Fricks.

Natural de Cachoeiro de Itapemirim no Espírito Santo, Charles Fricks começou a fazer teatro na escola aos 11 anos. Fez intercâmbio nos Estados Unidos por um ano e desembarcou no Rio de Janeiro em 1991 onde fez cursou jornalismo e permaneceu no teatro. Em meados de 93 entrou na Cia Atores de Laura onde permanece.

Anúncios