Inclusão escolar para os cegos

É possível e bem-sucedida, desde que a escola pública conte com o apoio do governo para as instalações e os materiais necessários

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Foto: Maurício Melo

Foto: INCLUSÃO

Alunos com deficiência visual também se saem muito bem na escola!

Feche os olhos. Como seria ir à escola assim, de olhos fechados? Esse é o desafio de cerca de 70 mil alunos no Brasil, segundo dados no Inep/MEC. Mas, por incrível que possa parecer para quem enxerga bem, as crianças cegas ou com diferentes graus de deficiência visual costumam se sair bem na sala de aula – e podem sair do Ensino Médio prontas para o exercício de uma profissão.

“O primeiro impacto de ter um aluno cego em classe pode ser difícil, pois exige uma adaptação por parte dos professores e colegas. Mas, em 90% dos casos, a criança acaba frequentando as aulas tranquilamente, sem a necessidade de um assessor para ajudá-la”, pondera Shirley Monteiro Maciel, pedagoga especializada em deficiência visual que trabalha nas cidades de Mauá e Santo André, na grande São Paulo.

Com a ajuda da profissional, traçamos algumas diretrizes básicas para que a inclusão de alunos com deficiência visual seja melhor compreendida e facilitada.

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