Ao invés de castigo, uma boa conversa pode ser o melhor caminho

Por Sônia Pessoa

Um dos temas abordados por Tudo Bem Ser Diferente, a prática do castigo nas escolas, inspirou matéria no site do Cemais (Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais). 

No texto Eu fui uma criança e uma adolescente bastante castigada… E aí? eu abordo a prática do castigo em casa há muitos anos e reflito sobre a prática, velada, que ainda persiste nas escolas públicas e privadas.

Confira o texto a seguir publicado no site da entidade.

Castigo

Aplicar um castigo ou apenas uma conversa? Esta é uma dúvida recorrente na cabeça de pais e professores diante da criança que cometeu algum erro. A medida correta a ser tomada varia de pessoa a pessoa. Alguns preferem aplicar alguma correção mais incisiva, outros escolhem um bate-papo para resolver a situação.

O blog Tudo Bem Ser Diferente abre esse debate e defende que uma boa conversa é sempre o melhor caminho a ser tomado. “A cada castigo, em casa ou na escola, tinha certeza de que tudo aquilo era uma bobagem”, relata a editora do site, Sônia Pessoa, relembrando sua infância e adolescência. Para ela, a punição não era eficaz, pois “era preciso repeti-la para chamar atenção”, sem a possibilidade de assimilar a situação como desejavam.

Sônia conta que teve uma juventude normal, com problemas comportamentais como toda criança e adolescente, e que só entendia o recado quando conversavam colocando argumentos que ela guarda até hoje. “Sou contrária ao castigo por ideologia, filosofia de vida e de trabalho e pelas minhas vivências”, diz.

Apesar do ponto de vista, Sônia Pessoa diz que há um limite em não ser favorável a aplicação de uma punição e ser permissivo. “Sou contrária à utilização de castigos definidos e praticados pelo professor sem que essa prática esteja prevista, de maneira detalhada, no estatuto da escola, e que os pais sejam informados sobre ela abertamente”, encerra.

Discernimento na hora de educar

A pedagoga Patrícia Victo argumenta, no blog Pediatra em Foco, que alguns pais não conseguem diferenciar o “educar para aprender” do “educar sob angústia”. Segundo a ela, o processo educacional começa desde cedo para que não haja traumas posteriores. “Educação começa desde que as crianças são pequenas. O objetivo é ensinar limites e não simplesmente castigar, como muitos fazem sem saber que está fazendo”, explica.

Porém, caso a atitude se repita, a recomendação é ser firme ao falar com a criança demonstrando toda sua irritação. “Às vezes, acontece de a criança escrever na parede da sala e não ter pleno o conhecimento do erro que está cometendo. A questão é a forma de puni-la por isso”, orienta, Patrícia Victo.

No Blog há algumas dicas de como proceder na hora de educar a criança, como por exemplo, falar antes de agir, com o objetivo de mostrar que o comportamento foi errado; qual idade ideal para aplicar as punições, além de outros métodos como dar um “gelo” e ponderar sobre a situação em questão.

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