Tina Descolada, por Marta Alencar

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Lembram da sementinha que estava desenvolvendo e… Pois é, assim aconteceu comigo. Ao nascer, o cordão umbilical enrolou-se no meu pescoço e isso ocasionou uma falta de oxigênio (Hipóxia Neonatal). Como sequela, fiquei com disfunção neuromotora devido à Paralisia Cerebral, onde, parte do meu cérebro, ficou lesado… Mas, como bem disse na história da plantinha, foi apenas uma parte. Hoje eu não consigo andar com minhas próprias pernas e tenho outras dificuldades no movimento. Através do tratamento em reabilitação, melhorei a minha performance motora e aprendi a criar estratégias para amenizar minhas limitações… Investimos nas minhas potencialidades.

A minha mãe tinha escolhido outro nome para mim, mas após comprovar minha resistência e coragem durante o parto, resolveu sagrar-me Valentina…
Sinto-me valente sim… Mas não gosto que pensem que tenho que ser mais valente que as outras pessoas. Sou

humana e tenho minhas forças e fraquezas internas, como qualquer outro ser.
A minha mãe me fez uma homenagem e não uma profecia! rsrs….

Não tenho que ser a “The best”, mas procuro fazer o melhor dentro do meu possível.

* Por Marta Alencar, psicóloga clinica, fotografa e empreendedora social – http://www.altaestima.org – Iedealizou a personagem Tina descolada – http://www.tinadescolada.com Assina a coluna: Tina descolada – agente de inclusão, publicada as terças feiras em http:// http://www.tudobemserdiferente.com

** As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade da colunista.

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