Inclusão dentro e fora da escola

André Henriques

Joice Cavalcante Tenório, 17 anos, e Lucas Sierra Castro, 21, são alunos da EME Alcina Dantas Feijão, em São Caetano. Todo dia, são acompanhados por intérpretes de Libras durante as aulas. Únicos surdos em sala de ouvintes, contam com o apoio dos colegas, que se esforçam em aprender alguns sinais para se comunicar com eles.

No entanto, a forma mais fácil ainda é escrever em um papel ou mandar mensagem no celular. “Entendo o que dizem, mas eles não conseguem me entender”, ressalta Lucas, que nasceu surdo e começou a fazer fonoaudiologia aos 2 anos. Por isso, entende linguagem labial.

Joice teve meningite com 1 ano e começou a perder a audição aos 5. Hoje, sente falta dos amigos surdos de Alagoas, onde morava, mas sabe que pode se divertir com os colegas ouvintes da nova escola, em São Caetano. “Vemos filme, jogamos boliche e comemos”, comenta, lembrando o último passeio. Sobre o futuro, o maior desejo de Joice é voltar a encontrar os amigos do outro Estado. Já Lucas, sonha com uma família. “Quero reconhecimento, trabalho, casar, ter filhos e comprar uma casa.”

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