Já pensou em fazer brinquedos inclusivos e descolados? Por Marta Alencar e Tina Descolada

Marta_Alencar-7Oficina Inclusiva: sublime experiência de inclusão.

Não poderia deixar de contar para vocês sobre a nossa oficina de Brinquedos Descolados. Dizer que foi um sucesso é ficar no superficial, então, eu quero dizer mais sobre a rica experiência de criação, desde o imaginário.

As pessoas que foram fisgadas pelo convite formaram um grupo heterogêneo em relação à idade, cor, limitações, gêneros. O que havia em comum entre os participantes era a leveza do fluir. Levamos os modelos prontos para referenciar. Estruturas em arame para serem “encorpadas”, mas a grande maioria queria extrair, de dentro, o seu próprio brinquedo: bicho, boneco ou que desejasse, pois ali era permitido.

Enquanto enrolávamos as linhas para fazer o arame engordar em um emaranhado colorido, as relações de troca, ajuda, encontros se estabeleciam. Aquele ambiente situado no subsolo do Centro de Arte Popular nos remetia a um lugar similar àquele onde moram nossas lembranças, resíduos, sentimentos e emoções mais profundas. Após dois dias de oficina, que ocorreu em uma quinta e sexta feira, a minha sensação era que havia vivenciado um final de semana aprazível, muito divertido… Ah, que sensação boa! E logo depois ainda viria sábado e domingo.

Para os participantes que se manifestaram virtualmente, também não foi diferente: As novas amigas Terapeutas Ocupacionais participantes da oficina, Eleonora Assis a denominou de “Tina Descolada e sua deliciosa oficina de criação.” E a Lilian Pimentel a intitulou de “Oficina com explosões de sentimentos, sensações, experiências!”

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Os outros, que presencialmente se manifestaram, mostrando o quanto estavam se divertindo. As crianças que faziam muito rápido um brinquedo para logo depois começar outro; A Eliane que queria mais horas de oficina, pois 6 horas eram insuficientes; O tio da Duda, em seus dois metros de altura, que foi levá-la e não resistiu, quando vi, lá estava ele, fazendo, com enormes mãos, um pequeno berimbau para a boneca da sobrinha. Por tudo isso, queria contar para vocês e dizer o porquê foi sucesso. Foi uma sublime e verdadeira experiência de inclusão. Confirmo aqui em algumas imagens.

* Por Marta Alencar, psicóloga clinica, fotografa e empreendedora social –

http://www.altaestima.org – Iedealizou a personagem Tina descolada – http://www.tinadescolada.com Assina a coluna: Tina descolada – agente de inclusão, publicada as terças feiras em http://www.tudobemserdiferente.com

** As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade da colunista.

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