Moda inclusiva e universal, Ser diferente é fashion, por Mariana Silva

Tina DoisAcho tão, mas tão, lindo quando a moda se propõe a algo maior que não apenas vender roupas e entulhar nossos armários com a mais nova última tendência da estação. E foi exatamente isso que eu vi durante o Baú, Bazar de Utilidades, organizado pelo espaço cultural 104, um lugar interessantíssimo que fica ali, bem no centro da capital mineira.

Estive no bate-papo sobre Moda Inclusiva organizado por Alex Dario, um stylist que eu conheci quando fui modelo na televisão – sim, esse dia aconteceu, meu povo! Estavam presentes as lindas Alessandra Valois, criadora super competente que entende de fazer moda para todos e Adriana Buzellin, uma linda modelo inclusiva.

Durante a conversa rolou um desfile lindo, com garotas de todos os tipos, estilos e habilidades. Foi emocionante. Ah, naquela tarde também conheci a Marta Alencar, que me apresentou a fofíssima Tina Descolada. Nossa foto juntas ficou linda, não é mesmo?

Nessa minha caminhada, refletindo sobre moda e vivendo em um mundo tão padronizado, comecei a estrada achando que moda universal, àquela para todos e todas, com qualquer tipo de corpo, era impossível. Pensava que a indústria não se interessaria em produzir tão pouco.

Mas, que bom, eu estava engada. Me permito mudar de opinião: a moda para pessoas com deficiência; cegos, cadeirantes, surdos, pessoas com qualquer tipo de aptidão especial, é super possível, afinal de contas existe um público carente que consumiria essa proposta com o maior prazer do mundo.

E essas questões de inclusão precisam mesmo ser levadas mais á sério pelas pessoas. Em minhas andanças, ainda vejo que as pessoas se espantam quando veem um cadeirante bem vestido. Também acontece de acharem apenas “bonitnho”, mas não levarem a sério, fotos ou concursos de moda voltados para nós, pessoas com deficiência. Costumam ser iniciativas isoladas e só.

É preciso respeitar e incluir, sinceramente, todos os cidadãos desse mundo. A moda é linda quando aprendemos seu mágico poder de transformar e fazer da mesmice uma coisa única. Vamos levar isso a sério, de verdade?

*Mariana Silva (Idealizadora do Blog http://naoesobremoda.wordpress.com, é colaboradora de www.tudobemserdiferente.com. Jornalista, 24 anos, nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais. Para ela, moda é uma futilidade necessária e um fenômeno sociológico interessantíssimo; “o legal é quando fazemos a moda trabalhar a nosso favor, ficar dependente dela não faz bem”). Tem displasia Óssea, síndrome que afeta o crescimento e a resistência dos ossos de todo o corpo. Escreve Ser diferente é fashion para www.tudobemserdiferente.com toda quinta-feira. 

 

 

 

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