Convivência em oficinas inclusivas, por Tina Descolada e Marta Alencar

imageConvivência, é o que ensinamos nas oficinas inclusivas.
Foi com muita alegria que realizamos mais uma oficina inclusiva de brinquedos
descolados.

Hoje quero contar para vocês o que as crianças aprenderam, tendo como
referência meu querido priminho Heitor. Essa foi a primeira oficina que ele teve
oportunidade de participar.

Ele, além de curtir, adquiriu muito para sua coleção de experiências úteis para a
vida. Como conviver com diversos tipos de pessoas e respeitá-las em suas
maneiras de expressar a criatividade e ainda que cada um tem um ritmo diferente
para aprender. O Heitor, teve também oportunidade de escolha, de ter iniciativas,
de trabalhar a coordenação motora grossa e fina ao fazer seu lindo coração
solidário; Enfim, de desenvolver um pensamento inclusivista.
Vejam como ele concluiu:

“Algumas pessoas não conseguem aprender andar. A Duda (participante
cadeirante da oficina) não consegue andar igual a gente, mas com as mãos
ela fez um coração colorido sozinha. Ela já é monitora. Quero ser ‘monitoro’
e ajudar as pessoas!”
A Carol, mãe do Heitor, em agradecimento, me escreveu essa cartinha
linda:
Querida Tina,
Como mãe do Heitor, senti uma emoção muito forte em vê-lo se divertindo tanto
na Oficina Inclusiva que vocês o proporcionaram.
Eu sempre prezei muito pequenos gestos de bondade e acho que eles se
reforçam a cada nova experiência vivida diante de pessoas com necessidades tão
diferentes (e nada distantes) das nossas.
A minha preocupação com a educação do Heitor não se resume apenas em
repetir o que ele vive na escola. Eu me esforço ao máximo para que ele tenha
muito mais sensibilidade do que racionalidade e que possa sempre colocar o
coração no que fizer.
O Heitor sempre se demonstrou muito carinhoso e atencioso e essas fotos só me
mostram que isso não se aplica apenas aos gestos físicos e sim em perceber
coisas lindas dentro da inclusão.
Essa fala dele, em reconhecer o que limita o outro, me mostra que ele é mais
especial do que eu conseguia perceber. O meu filho tem mãos amigas! O meu
filho usa as suas mãos pra fazer lindos corações e fazer o meu bater mais forte e
orgulhoso!
Obrigada!

 

* Por Marta Alencar, psicóloga clinica, fotografa e empreendedora social –

http://www.altaestima.org – Iedealizou a personagem Tina descolada – http://www.tinadescolada.com Assina a coluna: Tina descolada – agente de inclusão, publicada as terças feiras em http:// http://www.tudobemserdiferente.com

** As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade da colunista

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