Dia Mundial da Paralisia Cerebral: a ação dos protagonistas

Protagonismo no dia Mundial da Paralisia Cerebral
Dia 04/09 é o dia da Paralisia Cerebral e pela primeira vez em nossa cidade, Belo Horizonte, aconteceu um seminário organizado pela mãe de uma criança com diagnóstico de PC, Adriane Cruz, também fundadora da AMI (Associação Mães que Informam).O evento foi uma boa oportunidade de ampliar conhecimentos, realizar trocas e lutar pelos direitos das PcDs.

A Paralisia Cerebral (PC) refere-se a um grupo de desordens no desenvolvimento do controle motor e da postura, como resultado de uma lesão não progressiva, que atua no desenvolvimento do sistema nervoso central.Tal lesão pode ocorrer antes do nascimento, durante o evento, ou no período em que se segue. Não agrava, não progride, mas causa limites na atividade.

Muitos ainda pensam que a Paralisia Cerebral é incapacitante, porque a própria palavra paralisia nos leva a pensar em cérebro parado.

De acordo com a localização das lesões e áreas do cérebro afetadas, as manifestações podem ser diferentes.Durante o seminário, algumas pessoas com sequelas de PC tiveram sua vez de falar, ou seja, protagonizaram sua própria história.

O Alisson, atualmente presidente de uma unidade da APAE (Associação de Pais e Amigos de Excepcionais), fez uma palestra sobre sua trajetória de vida com sequela de paralisia cerebral e minha idealizadora, Marta Alencar, falou por mim, sobre nossas ações no “lazer inclusivo”.

Uma oportunidade de se divertir e conviver com as diferenças;
Alexandre Faleiros (pai de uma adolescente com PC) falou e demonstrou com a bota para jogar futebol, a capacidade da família em inventar soluções criativas para ajudar no desenvolvimento emocional e físico dos filhos.Num outro momento, ocorreu o lançamento do livro “Minha Alma”, do autor Antônio de Pádua, também portador de sequelas de PC.

Hora de divertir no lazer inclusivo
Para encerrar o evento, no sábado, fomos ao Parque Municipal com o Projeto Pickinicar, também idealizado por Adriane Cruz.Tivemos a Oficina de flores solidárias, onde eu e minhas colaboradoras apresentamos diversas oportunidades aos participantes de desenvolver habilidades e conviver com as diferenças.
O evento contou ainda com a rica participação do Teatro informativo, sobre Epilepsia, contribuição do pessoal da Liga Acadêmica de Epilepsia.Entre outras pessoas que contribuíram para o conhecimento da PC, ressalto aqui os familiares e as pessoas que são acometidas.
Por quê? Porque penso que é importante falarmos por nós. Tem um princípio que gosto muito: “Nada sobre nós sem nós!”

* Por Marta Alencar, psicóloga clinica, fotografa e empreendedora social –
http://www.altaestima.org – Iedealizou a personagem Tina descolada – http://www.tinadescolada.com Assina a coluna: Tina descolada – agente de inclusão, publicada as terças feiras em http:// http://www.tudobemserdiferente.com
** As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade da colunista.


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