Aventuras tecnológicas, Sobre Rodas, por Ricardo Albino

Bumerangue do Bem

Viva o poder da Rede Social. Salve a magia de ser blogueiro; jornalista; cronista e coisa e tal. Que gostoso ser mineiro, ter alma leve e coração rasteiro. Transcrever sentimento bom e ser capaz de voar longe para conquistar novos amigos.

Uma amiga compartilhou meu texto para um amigo dela do interior de Minas. De repente, que surpresa bacana!! Recebo mensagem da Lana. Quem é ela? Uma morena alagoana que ao agradecer pelas palavras que leu em minha  crônica, compartilhada por  um professor de literatura; encheu de felicidade a vida desta humilde criatura.

As palavras dela para mim são o melhor presente que um escritor pode ganhar: o retorno carinhoso do leitor. “seu texto, escrito com sentimento chegou ao coração de alguém no Nordeste”.  A estudante do sexto período de letras é séria candidata a produzir comigo uma convergência literária regional. Será que ela topa unir duas regiões, corações e sentimentos em  prováveis bem traçadas linhas?

Enquanto espero trazer amizades ‘’tecnológicas” para além dos Blogs e telefones, agradeço a oportunidade de produzir em uma teclada o meu ’’Bumerangue do Bem’’. Ele trouxe de volta para minha vida uma família muito especial e junto com ela, lembrança do passado, novidades do presente e quem sabe, projetos futuros.

A matriarca dessa família foi quem me ensinou a ler e ter meu primeiro contato com esporte paralímpico e com o conceito daquilo que hoje entendo como inclusão. O marido é o cego que mais enxerga que  eu conheço. Cruzeirense gente boa, o João além de grande amigo foi meu professor de braile. A última vez que encontrei o casal, já faz tempo.

O irmão da Bete  me ajudou demais nessa época da escola. Era uma espécie de indivíduo três em um. Amigo, auxiliar  e confidente. O resultado da nossa convivência: fui cupido ou culpado do primeiro casamento do rapaz. Aliás, foi no casório meu último encontro com as sobrinhas dele.

A Raquel, a filha mais velha do João e da Bete, conhecia minha voz no telefone  só de eu dizer alô. A Bel era uma menina esperta e amorosa. Eu passava um tempão com ela no meu colo cantando e contando histórias. Ela só parava de brincar comigo quando  via o meu pai e falava: ´´Mãe, o Shebastião chegou!´´

Hoje a menininha cresceu, casou, gosta de teatro e trabalha como intérprete de libras. Quem sabe depois de aprender braile com o pai, faço o curso para aprender a  Linguagem Brasileira de Sinais com a filha? Ah Bel, se precisar de alguém para escrever peças de teatro, é só chamar.

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

ricjornalista@hotmail.com / http:// HYPERLINK “http://ricardo-albino.blogspot.com.br

As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade do colunista.Logo para perfil no face

Anúncios