Aumenta a presença de alunos com necessidades específicas nas escolas Escolas brasileiras têm aceitado mais e respeitado mais as diferenças.

Confira aqui o video da reportagem do Jornal Nacional.

Fonte Jornal Nacional / G1

As escolas brasileiras andam diferentes, nos últimos anos. Exatamente porque elas têm aceitado mais e respeitado mais as diferenças.

A síndrome de Down da Renata torna ela diferente. Mas não somos todos diferentes? Então a família decidiu que ela era diferente, igualzinha a todo mundo.

“Desde a escolinha, sempre foi com outras crianças sem deficiências”, conta Rosane Maria Basso, irmã da Renata Basso.

Como resultado a Renata se encantou pela escola. “Até em dias de chuva, minha irmã não queria me levar, que estava muita chuva. Eu queria ir, eu falava: eu quero ir, não adianta. Eu sempre gostei de ir pra aula”, explica a estudante Renata Basso.

Ela terminou o Ensino Médio em uma escola regular, e agora quer cursar Artes Cênicas.
É um exemplo de uma grande mudança que vem acontecendo no Brasil. Das crianças com deficiência, que estavam na escola em 2007, 47% estavam em salas comuns. No ano passado, esse número saltou para 77%.

Todas as salas de aula dessa escola têm pelo menos um aluno com deficiência. E olhando assim, a gente não vê divisão nenhuma. Porque é assim que tem que ser. Já está mais que comprovado que essa inclusão faz todo mundo sair ganhando.

Em vez de montar uma estrutura especial para dar aula para crianças com deficiência, em São Paulo a escola pública foi adaptada, e os alunos estudam todos juntos.

“Se ela tá numa escola especial onde todos têm a mesma dificuldade que ela, quem vai desafiar? Quem vai levar ela a crescer, a se desenvolver? Porque a gente acredita que aprendizagem, conhecimento, você constrói interagindo com o outro e com a sociedade, com o mundo”, defende Renata Garcia, coord. Sec. Mun.Educação-SP.

O Lucas quase não andava quando chegou lá. Agora, tira o olho dele para ver. Não é milagre. É o tal desafio, o estímulo, o atendimento certo. E os outros alunos talvez sejam ainda mais beneficiados.

“Fazem com que as crianças elas tenham uma maior tolerância, que elas tenham maior sensibilidade diante do outro, de quem é diferente. Isso tem vantagens, sem dúvida, sociais também”, diz Alejandra Miraz Velasco, coord. “Todos pela Educação”.

Nesse encontro, a Maria Clara ajuda a Mikaela.

“Eu quero ajudar ela pra ela andar, para ela saber mais as coisas”, conta Maria Clara.
Mas a Mikaela também ajudou a Maria Clara a se tornar essa criança tão especial.
“Por que todo mundo é igual. Não tem ninguém diferente nesse mundo”, afirma Mikaela.

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