Crianças: verdadeiras amigas da Inclusão: Sobre Rodas, por Ricardo Albino

mercado 5 Essa semana quero  homenagear os Seres Humanos mais inclusivos do mundo, as  crianças. Elas carregam a alma no olhar e o coração no sorriso. Brincam para falar     sério e falam sério brincando. Porque a gente cresce? Quem teve coragem de dizer    que o tempo passa, os cabelos ficam brancos e nós somos obrigados a matar a criança que temos por dentro?

Certo dia, a psicóloga do hospital onde faço tratamento perguntou quais os motivos para eu querer trabalhar com os pequenos e adolescentes e não com os adultos. A resposta foi simples e rápida. As crianças são os verdadeiros amigos da inclusão. Funcionam na sociedade como um tesouro precioso que sendo bem lapidado, aumenta seu valor e expande a riqueza  do mundo.

Lembro  da Moniquita. Fomos vizinhos dos meus cinco aos oito anos de idade. Éramos tão unidos que até catapora pegamos juntos. Era com ela que eu brincava. Eu me mudei do prédio E  mais de 20 anos depois, encontro a minha amiga de infância. Professora formada e trabalhando com crianças especiais, ela conta emocionada: “Cadinho, sou professora por sua causa’’. A morena levou para a vida adulta o amor, a humildade, a sabedoria e respeito que plantamos naqueles saudosos tempos.

Em um bate papo com meu amigo Wilson comentei do meu desejo de ser pai e ele, um apaixonado por literatura e cultura de maneira geral, me faz uma pergunta que ainda agora, imagino como seria meu filho ou a minha pequena princesinha.

“Você se imagina lendo o que para seu filho? Ou o embalando com que musica de ninar?”  Vou ler coisas boas e quando tiver que ler algo não tão bom, vou tentar mostrar como evitar ou encontrar um lado positivo. Uma canção de ninar seria  Super Fantástico do Balão Mágico, por falar de amizade e fazer parte da minha infância. Como sigo procurando a mãe do Rafael ou da Rafaela, fiz uma brincadeira tentando construir a minha criança do futuro considerando  algumas características minhas e de pessoas importante em minha vida.

Gostaria mesmo que tivesse meu bom humor com a beleza da Amanda. Mas a morena de Piedade trilhou outros caminhos. Foi lá que encontrei na amizade da Luaninha o exemplo de respeito ao outro. O mesmo que aprendi com minha família e tento espalhar mundo afora. A humildade e a responsabilidade de saber onde quer chegar, sem precisar prejudicar ninguém é algo que faço questão que a lindeza do papai aprenda com a futura madrinha.

Quero que tenha nos olhos, o mesmo brilho forte e  encantador da Tatiane, a covinha adorável da Louhraeny, a meiguice da Gelta, o sorriso da Turla, a espiritualidade da Branca e a luminosidade da Anita. Aliás, Anita e Luciana serão professoras de artes e dança da criaturinha responsável por inaugurar o premio Nobel de Beleza.

Sonho que goste e tenha liberdade e segurança para brincar. Que ele ou ela goste de caminhar no mato para relaxar. Que saiba cozinhar e ao vovô e a vovó, respeite e peça sempre para abençoar.

Espero criar um Ser humano amigo e bem educado. Que conviva diariamente com o Amor, a Esperança, a Felicidade, a Alegria e o Sorriso. Que saiba tocar instrumentos e corações. Tenha Alma de Passarinho, queira voar e nunca mate aquela criança que todos trazemos dentro do peito.

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

ricjornalista@hotmail.com / http:// HYPERLINK “http://ricardo-albino.blogspot.com.br

As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade do colunista.

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