Seu eu fosse professor: Sobre Rodas, por Ricardo Albino

cronica 2

 

 

 

 

 

 

 

 

Apesar de a educação no Brasil ainda não ser tratada com o respeito e a qualidade que deveria é tempo de agradecer e homenagear os nossos mestres de todos dos dias. Perguntado, certa vez, se professor eu seria respondi não ter paciência nem talento para tamanha ousadia. No entanto, aprendi e aprendo bastante; tenho orgulho e alegria. Por isso quero contar, se eu fosse professor, como seria a escola dos sonhos que eu trabalharia. A escola que eu queria, atualmente, seria chamada, no mínimo, de diferente, parecida com aquela de, onde se formava cidadãos que priorizavam o sentimento e a mente.

Poderia ser um professor de cidadania, ensinar a incluir coisas básicas como: muito obrigado e um sincero bom dia. Em um mundo globalizado não deixaria de fora os avanços da tecnologia, mas ao lado do computador uma biblioteca cheia de livros convencionais eu teria para ver o aluno, depois de passar página por página, viajar o mundo e chegar a lugares onde até então, jamais imaginaria. As crianças fariam arte de todo tipo; teriam mesas, cadeiras, papel, tinta e lápis de cor, mas também não seria castigo rolar no chão, subir em árvore e nem tocar tambor.

Nas aulas de português haveria concursos de redação, crônicas e poesias e, quem sabe, de tempos em tempos de um conjunto de belas rimas não nasceriam grandes compositores ou uma versão jovem da Cora Coralina. Os números da matemática seriam apenas para somar coisas boas, multiplicar abraços e dividir sorrisos. Os mapas da geografia seriam o espaço mais curto para fazermos novas amizades e junto com a história lembrar momentos felizes que guardamos na memória. O idioma mais falado não seria português, inglês e nem espanhol e sim o da igualdade capaz de produzir, em larga escala, a felicidade como produto final. Nas aulas de ciência mostraríamos ao planeta descobertas e inventos importantes, vacinas e aparelhos modernos surgiriam para facilitar a inclusão. O vírus da AIDS seria controlado e acabaria o stress e a depressão.

O esporte voltaria com força total, pois acredito ser na escola o ponto de partida para que novos atletas aprendam o espírito olímpico e entendam que algo maior do que competir é conquistar a medalha de poder participar.

Que, em cima do palco, durante as aulas de dança, cada passo represente uma nova oportunidade. Que juntos, cadeirantes, velhos, crianças e até pessoas sem braços e pernas mostrem sua capacidade de produzir movimentos sem medo, vergonha ou preconceito.  Que no teatro as peças sejam um retrato da vida real, onde exista mais felicidade e menos utopia, não apenas sonho ou coisa de magia; parece difícil, mas não é.

ccronica1

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

ricjornalista@hotmail.com / http:// HYPERLINK “http://ricardo-albino.blogspot.com.br

Fotos de arquivo pessoal

As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade do colunista.

Anúncios