A Vez das Raquetadas, Sobre Rodas, por Ricardo Albino

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Não sei se devo me definir como um cara persistente, corajoso, teimoso ou doido mesmo. Para quem achava que vencer o trauma de atravessar a piscina depois de quase afogar três vezes era o meu ato final na disputa contra o medo, o preconceito e as desconfianças da oposição, lamento desapontar, mas agora é a vez das raquetadas possantes de mão direita no tênis de mesa. Para a galera mais nova como eu, que os cabelos não me desmintam por gentileza, minha mais nova modalidade esportiva é o velho e bom ping pong.

Concordo com o meu querido leitor quando ele percebe o ar de espanto do cronista diante da proposta feita pela professora. Imagino que estejam perguntando se eu não pulei alguma etapa da minha infância. Garanto ter tentado algumas vezes. Tenho um saque poderoso, mas com apenas a visão esquerda funcionando e ainda assim, pela metade, geralmente as partidas só duram, ou melhor, duravam o ping. O pong era a bolinha quicando no chão ou na minha testa.

Seria vergonhoso não fosse cômico. Olhei no fundo dos olhos da bela e simpática morena e pensei igual ao apresentador Silvio Santos diante do participante do programa Show do Milhão em duvida antes de responder a pergunta decisiva. “Está certa disso’’? Meu rosto deve ter ficado tão diferente que a professora disse na hora “Não faz essa cara”!

Apesar do susto, meu nome é Desafio e o sobrenome é Aprendizado. Voltei no tempo e busquei nos  ensinamentos do Meu Anjo Anita, meu lema para seguir. “Nunca diga não para a oportunidade de tentar”. Tenham a certeza  de que ao escrever mais essa vitória no livro da vida, a humildade e o esforço serão a prova concreta de que toda  luta, por mais maluca que pareça, um dia valerá a pena.

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

ricjornalista@hotmail.com / http:// HYPERLINK “http://ricardo-albino.blogspot.com.br

As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade do colunista.

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