Minha alma, a vivência de um garoto com paralisia cerebral, por Tina Descolada e Marta Alencar

_MG_0641“Minha Alma” por Antônio de Pádua.

“Tenho muitos nomes: pena compaixão, sinceridade… mas o mais sublime de todos é o amor. Eu sou o amor.”
Essas são as palavras inspiradoras do Antônio de Pádua, que possui sequelas de Paralisia Cerebral. Antônio mora na casa do caminho, uma das unidades do Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus.

Conheci esse jovem poeta há pouco tempo. Como gosto de compartilhar o que vejo de bom por aí, trouxe para vocês um poema com qual me identifiquei do seu livro de poesias: “Minha Alma” fruto de um projeto terapêutico com a Terapeuta Ocupacional, Juliana Fonseca.

“Paralisia Cerebral

Será que há limite estabelecido para quem é paralisado cerebral?
E se há, qual é?
O que parece é que a Paralisia Cerebral significa limite, barreira e impossibili- dades.
Para alguns essa palavra é mais uma, parece simples.
Mas eu, desde criança, precisei provar para mim e para os outros,
que posso, eu consigo e eu luto pelos meus objetivos.
O limite só existe quando nós mesmos os colocamos.
Hoje eu vejo que as muitas coisas que consegui foi com batalha pessoal
e aceitando ajuda, quando se torna difícil.
Eu sou paralisado cerebral,
mas eu não sou a Paralisia Cerebral.

Eu sou capaz”

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* Por Marta Alencar, psicóloga clínica, fotógrafa

* http://www.altaestima.org – Idealizou a personagem Tina descolada – http://www.tinadescola- da.com

Assina a coluna: Tina descolada – agente de inclusão, em http://www.tudobem- serdiferente.com

** As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade da colunista.

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