Minha filha tem síndrome de Down, Mamãe Down Up, por Ana Flávia Jacques

Famu00EDlia Cerejinha (88)

Maria Fernanda está sentada no chão, sorri e mostra uma placa com os dizeres: “Você é nossa cereja!”

E eis que hoje reencontro uma senhora que conheci, ontem, na saída da escola. Ela levava as netas gêmeas para a sala e quando me viu, me cumprimentou e me apresentou à sua filha:
“Olha, fulana. Ela que eu te falei que tem uma filha…”, disse diminuindo o tom da voz e mudando a entonação.
– ” Sim, eu tenho uma filha e sua filha tem duas”, confirmei.
-“Não. Quis dizer que você tem uma filha especial”, completou a senhora.
– “Ah, entendi. É. Minha filha tem síndrome de Down, sim”, afirmei.
– ” Não, moça. Nunca diga que ela tem síndrome de Down, é ruim. Diga que ela é especial”, aconselhou.
– “Não, minha senhora. Para mim toda criança é especial. E minha filha tem síndrome de Down. Não há nenhum problema nisso”, expliquei e saí sorrindo.

Cada um usa os termos e expressões que achar mais adequados para qualquer assunto da vida. Acho que o importante é sabermos passar aos outros o que acreditamos, sem estresse e da forma mais positiva possível. J
Ana Flavia Jacques, jornalista e mãe de primeira viagem da Maria Fernanda, a Cerejinha Baby, uma linda e doce garotinha com síndrome de Down.
 
* Cerejinha Baby no Facebook: https://www.facebook.com/CerejinhaBaby
** As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade do colunista.
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