Um filme para EDUCADORES E FAMÍLIAS: exclusão e inclusão de uma criança em escolas, por Sônia Pessoa

Era domingo e o friozinho convidava mais ao edredom do que à festa de uma amiga que completava dez anos (que ela nos perdoe mas o abraço e o presente vão depois 🙂 …)

Um filme estava na lista na lista há um tempão e, por coincidência, meu filho queria ver filme junto e topou algo além dos filmes que ele costuma ver sempre.

“Como estrelas na terra” é daqueles filmes sensíveis e simples, que mostram uma criança com dislexia incompreendida tanto pela família quanto pela escola, aliás, pelas escolas por onde passa. Pais e professores não conseguem ou não querem ver que a questão do aluno vai muito além da ‘indisciplina’ e da ‘desobediência’. “As letras dançam”, diz o estudante de nove anos, diante das gargalhadas dos colegas e da bronca dos professores. Certa vez eu escrevi aqui no blog sobre Letras Voadoras, a história do meu pai, um contador que, na infância nos anos 1940, via as letras voarem, e anos depois se tornou um leitor compulsivo e aprendeu a fazer leitura dinâmica.

Diante de tanta incompreensão, o garoto do filme é enviado para o colégio interno, onde os colegas o esnobam e os professores o maltratam. Apenas um amigo na turma tenta ajudá-lo. Em depressão, o garoto pára de desenhar, de brincar e de conversar… até que encontra um professor que sabe exatamente o que ele sente… Vale a pena demais assistir!!!! É um filme sobre dislexia, sobre inclusão, sobre educação, sobre professores, sobre sensibilidade… é um filme para ser visto pelas famílias, pelos filhos, pelos educadores, pela comunidade escolar.

A melhor pedida é ver junto com a criançada. Nas escolas onde é possível passar filmes para os alunos é uma boa pedida para abordar a diversidade! E, em casa, faça como a gente teve a oportunidade de fazer… puxe o edredom e veja com os filhos… o meu, por exemplo, nem consegue ler todas as legendas, mas adorou e entendeu direitinho o que o filme quis passar…

– Mamãe, isso pode acontecer com a gente?

– Mamãe, um colega riu de mim, você acha que é igual a esses meninos do filme?

– Como os pais devem fazer?

– Por que essas crianças tratam o garoto assim?

– Por que esses professores são tão bravos? Eu conheço um professor que fica vermelho quando fica bravo mas nos últimos dias parece que ele aprendeu a sorrir… será que esses aí do filme vão aprender?

As perguntas do Pedro para mim foram ponto de partida para reflexão. E para você?

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