Sobre Rodas: Eu no centro do espetáculo, por Ricardo Albino

diaboO Espetáculo

Sabe aquele dia onde o palco é o lugar que você precisa para voltar a sorrir internamente e também levar coisas boas ao coração de quem te assiste da plateia? Pois foi assim que eu cheguei para participar do espetáculo de contação de histórias do grupo “Dá-me um conto”.     É um grupo muito especial na minha vida que se apresentou na Semana Nacional de Museus nos dias 21 e 24 de maio, em Belo Horizonte. E o que essa turma tem de tão especial?

O “Dá-me um conto” é o grupo responsável por me ensinar que contando história a gente constrói e faz da nossa própria história um gostoso caminho de amizade e aprendizado. Que bom sentir que ‘’no peito do mundo bate um coração’’. Um só não. Vários e capazes de unir gente, animais, uma ‘’Jabuticabeira que tudo sabia’’ e até um Diabo, todos unidos para nos fazer viajar ao país da imaginação.

Naquela quinta-feira eu precisava encontrar as cores que as palavras trazem para colorir de alegria a semana de pessoas que dias antes, assim como eu, com o luto da dor se vestiam. Então, ao começar a contar meu conto, a concentração foi tanta que mesmo de olhos abertos pouco vi, de ouvidos atentos, surdo por minutos fiquei.

A solução foi pedir a dois amigos, breve futuros jornalistas, para contar os sentimentos do público em relação ao espetáculo e a este personagem que estava ali. Wilson Albino Pereira, antes que alguém pergunte, não é meu parente, descreveu assim sentimentos e imagens.

“Cadeiras enfileiradas, salão à meia luz e muita gente interessada em saborear com os olhos e os ouvidos um bom bocado de histórias. Cumprimento de mãos, troca de sorrisos e abraços apertados, mais parecia uma confraternização, e era. Celebrou-se ali naquele tempo e espaço, um parto. De uma só vez, uma ninhada de contadores nascia. Todos sacaram das mentes histórias várias… todos beberam da fonte livresca… eu disse todos? Não. Um contador foi desigual de todos. Ricardo buscou inspiração… plantou naquela noite semente de sonhos. Gesticulou, mudou a voz… ali no palco, brincou, levitou feito colibri… pairando sobre a cadeira/gaiola, que o auxilia mas, também o impede de voar. Solto, livre e feliz, ele conduziu plateia. Levou a todos a conhecer as plantações verdinhas… aquelas que alegra os donos quando ainda está na semeadura. Ao fim, apoteótico e reluzente… ele foi aclamado”.

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Minha amiga Cássia André, a quem agradeço pela paciência de ouvir meus ensaios pelas redes sociais, mostrou as cores do olhar feminino e se expressou: “Que bacana ver pessoas comuns se tornarem contadores de histórias. Melhor ainda quando estes se transformam em atores, atuaram maravilhosamente bem, cada um mesclando o personagem a sua própria personalidade e jeitinho de ser. Que delícia de noite, foi um prazer poder acompanhar cada historia contada, e ter como resultado ótimas gargalhadas e muitos aplausos. Parabéns! O espetáculo foi um sucesso! Espero por mais iniciativas como essa. Acompanhei um pouco dos ensaios do Ricardo, e foi muito gratificante o resultado que vi nos olhares de quem o assistia, nas risadas e animação da plateia. Ele foi até o palco, com ousadia e coragem fez o seu melhor, e mais uma vez deu certo. Ricardo conseguiu atrair a atenção de todos com seu jeito divertido e espontâneo de contar história, e para ajudar, abusou do sotaque mineiro misturando ao nordestino, trazendo um resultado simplesmente fantástico. Mostrando mais uma vez, que vale a pena se empenhar de verdade em tudo que fizermos e sempre dá o melhor que tem dentro de nós”.

 

Ricardo Albino, jornalista, Coluna Sobre Rodas / Tudo Bem Ser Diferente

ricjornalista@hotmail.com / http:// HYPERLINK “http://ricardo-albino.blogspot.com.br

As opiniões aqui publicadas são de responsabilidade do colunista.

Fotos de arquivo pessoal

 

 

 

 

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