Dia Internacional das Pessoas com Deficiência: um chamado para a vida com dignidade

Quero chamar a atenção neste 3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (PcDs), instituído em 1998 pela Organização das Nações Unidas (ONU), para a importância da mobilização permanente necessária para garantir a efetividade dos direitos das PcDs.

A data é fundamental para marcar as conquistas já obtidas pelas PcDs, mas não devemos nos esquecer que é principalmente o dia que simboliza a luta diária de milhares de pessoas que precisam de visibilidade, de acesso em sentido amplo e irrestrito, de direitos garantidos e cumpridos, e de um olhar do outro sem preconceito.

O Brasil tem 45,6 milhões de pessoas com deficiência, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ou seja, 23,9% dos 190 milhões de brasileiros que precisam de um país mais hospitaleiro. E o que cada um de nós está fazendo para que esse país caminhe neste sentido?

É preciso que pensemos uma inclusão que abranja as pessoas com deficiência intelectual que, a meu ver, não conseguem a mesma ação articulada e politizada que as pessoas com deficiência física. Não se trata de provocar divisões. No entanto, devemos estar alertas para os desafios das pessoas com deficiência intelectual. Essas pessoas merecem e precisam que o nosso olhar e o nosso poder de mobilização estejam conectados com as suas necessidades.

Os obstáculos para que as PcDs sejam cidadãos de direito e de fato são maiores do que a falta de rampas, de cadeiras de rodas, de profissionais, de equipamentos ou de ferramentas capazes de incluir. Os obstáculos estão no âmbito da atitude despretenciosa e, muitas vezes, ignorante (no sentido do desconhecimento) e também nas ações previamente elaboradas por grupos ou entidades para descaracterizar o espaço social que estas pessoas merecem ter porque elas são, antes de tudo, pessoas. Não se pode negligenciar o direito de viver com dignidade.

 

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