Não apenas tolerar, mas desejar

Depois de mais de três décadas do ponta-pé inicial para a efetiva inclusão social das pessoas com deficiência – dado pela Organização das Nações Unidas, em 1981, ao instituir o Ano Internacional da Pessoa com Deficiência – ainda trombamos, diariamente, com situações constrangedoras, atitudes inadequadas e, às vezes, até de violência contra aqueles que fogem ao dito padrão de normalidade. Resumindo: o preconceito ainda vigora firme e forte! Um pouco mais oculto, escondido, pois, hoje em dia “pega mal” ser preconceituoso… E, por isso mesmo, ele é mais difícil de ser combatido.

Contra escadas, temos rampas. E contra o preconceito? Informação! É disso que a sociedade precisa: informação. É preciso falar, escrever, ler, conversar e, sobretudo, conviver com as pessoas com deficiência.

Não há crime em se ter preconceito. O crime é negar isso e se recusar a eliminá-lo.

Neste 3 de dezembro, quando se celebra mais um Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, deixo uma sugestão aos pais e a todos que têm sob sua responsabilidade a formação de nossas crianças: exijam que a escola, desde os primeiros anos (quanto mais cedo, melhor) tenham alunos com deficiência. Com certeza, essas crianças – com e sem deficiência – serão adultos melhores que nós e poderão construir uma sociedade muito mais plural, na qual a diversidade será bem-vinda e na qual o “diferente” não será apenas tolerado, mas desejado.

O conteúdo e as opiniões aqui expressadas são de responsabilidade deste colunista.

TaçaPor: Katia Fonseca, jornalista com nanismo, ativista na área de Direitos Humanos, tem na arte sua viga-mestra, transitando pelo teatro, música e literatura

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