Sigo acreditando

*Andreza Brito
 #paracegover: A foto destacada tem Anderon e mais uma pessoa (provavelmente seu guia). Eles estão numa área de corrida.

O sol é forte e o caminho, longo. Na chuva, a distância não fica mais curta. Cinco quilômetros. Às vezes mais, raramente menos. O percurso é feito correndo. Esforço que parece castigo, mas na verdade é prêmio. Anderson nem sempre viveu como atleta. No Morro das Pedras, foi aos poucos direcionado ao mundo das armas, do crime, das drogas. Conheceu a cadeia. E, em casa, seis tiros invadiram a vida da família. Levaram embora a visão do jovem de 19 anos.

Quem hoje vive correndo, naquela época não saia da cama. Por isso, o sacrifício nas pistas de atletismo tem gostinho de medalha. Nos novos caminhos, guiados pelo esporte as dificuldades são muitas. A dor, o cansaço, a falta de recursos, os adversários, as recaídas. Sem falar naqueles que olham para o esporte paralímpico como algo menor.

Conheci o Anderson por causa da esposa Izabela. Atleta dedicada do lançamento de disco e arremesso de peso. Ela que já viajou por todo canto competindo foi minha entrevistada nos tempos de produção da Série Sonho Olímpico. Achei que era importante também mostrar às pessoas a história do Anderson. Sempre acreditei que o esporte pode fazer muito pelo corpo e pela alma da gente. Sigo acreditando cada vez mais.

Quem quiser ajudar o Anderson a continuar lutando pelo direito de competir fica ai o link da vakinha: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/paratleta-anderson-de-souza-no-circuito-loterias-caixa?utm_campaign=facebook

 

foto Andreza Brito trabalha na Rede Minas e é criadora do quadro Acessibilidade do Jornal Minas. Adora fotos, plantas e esportes. Descobriu que gostava de fazer reportagens com um olhar diferente sobre as diferenças por causa de duas paixões: o jornalismo e o noivo Matheus.