Curso na Universidade Federal de São Carlos (UFScar) trás ao Brasil um dos grandes teóricos da teoria social da deficiência.

#paratodosverem: a imagem em destaque é retangular. Nela há várias formas moldadas em argila, com algo que sugere ser os olhos na parte superior da cabeça. Os “objetos” moldados têm diversas ondulações. São ao todo seis “objetos”. A imagem é toda em tons de cinza e preto.

TEMPOS ALEIJADOS: Minicurso com Professor Robert McRuer

 

Nos próximos dias 26, 27 e 28 de junho de 2018, o Programa de Pós-graduação em Sociologia da UFSCar e o SEXent (Grupo de Pesquisa em Sexualidade e Entretenimento) receberão com muita satisfação o professor Robert McRuer para ministrar minicurso “Deficiência, Globalização e Resistência”

Robert McRuer, diretamente da George Washington University para o campus São Carlos da UFSCar, tem como temática desse minicurso o efeito das políticas de austeridade econômicas nos trânsitos cotidianos e globais das vidas das pessoas com deficiência. Como resultado de sua mais recente publicação, o livro Crip Times, McRuer abordará, nos três dias de minicurso, como a perspectiva crip, ou aleijada, possibilita leituras culturais críticas da deficiência e modos de resistência política em meio a processos globalizados de redução das políticas públicas e avanço de soluções mercadológicas para questões sociais.

*𝐄𝐌 𝐁𝐑𝐄𝐕𝐄 𝐌𝐀𝐈𝐎𝐑𝐄𝐒 𝐃𝐄𝐓𝐀𝐋𝐇𝐄𝐒*

Sobre o autor: Robert McRuer, professor e pesquisador da George Washington University, crítico literário, analista cultural e teórico social, conta com vasta produção acadêmica nas dimensões teóricas dos estudos queer e dos estudos críticos sobre deficiência. Com uma literatura que abrange criticamente temas como cultura queer, perspectivas raciais nos estudos sobre sexualidade e a produção compulsória de corporalidades capazes, Robert McRuer nos últimos anos se debruça sistematicamente no questionamento da própria localização cultural das materialidades da deficiência. Para McRuer, a deficiência é tanto uma locução cultural, uma metáfora oposta às ideias de saúde e capacidade, quanto uma localidade material, que delineia certas corporalidades e experiências como ‘problemáticas’ na intersecção com as categorias classe, raça, gênero e sexualidade. Nesse sentido, o autor vem propondo a teoria crip, ou teoria aleijada: uma maneira de pensar a produção cultural e material da deficiência como uma necessária peça para a reprodução naturalizada de corpos ‘normais’, pois, saudáveis e capazes. Na teoria crip, o termo aleijado visa denunciar ironicamente tanto a naturalização da deficiência como “defeitos corporais”, quanto amplificar as possibilidades materiais e culturais dos indivíduos se identificarem politicamente com as dimensões da deficiência.

 

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