Artigo discute ferramentas para a educação inclusiva.

Observo em alguns debates sobre a educação especial numa perspectiva inclusiva, uma imprecisão na definição das estratégias a serem adotadas pelas escolas e professores na entrada e permanência de pessoas com deficiência no ambiente escolar. Essa imprecisão não ocorre nos documentos legais. Nestes documentos legais não se fala sobre adaptação de currículo, mas de adequação na forma de ensinar, uma vez que a forma de aprender é plural.

Isso é o que temos aprendido com o João, que tem deficiência física e deficit de atenção. Não precisamos adaptar o conteúdo, mas precisamos adaptar a forma de ensinar e de extrair as informações dele. O texto que divulgamos aqui é parte desse esforço da educação especial na perspectiva inclusiva, que reconhece semelhanças e diferenças como potencialidade, não como desigualdade.

Para ler o texto, clique aqui.

Veja o resumo do texto: 

A filosofia de inclusão escolar pressupõe que não só o acesso, mas a permanência, participação e a aprendizagem dos alunos público-alvo da Educação Especial sejam garantidas. Uma das propostas usuais tem sido a de prover adaptações ou flexibilizações no ensino, aplicadas exclusivamente para esses alunos. Todavia, tais práticas demandam trabalho duplo, tanto no planejamento quanto na execução do ensino. E haveria uma forma melhor de ensinar em classes heterogêneas? O presente trabalho visou apresentar uma discussão teórica sobre a proposta do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), a fim de adequar o ensino, com vistas a ampliar a participação e a aprendizagem de todos e reduzir a necessidade de adequações personalizadas custosas que dificultam as práticas inclusivas do professor da classe comum. Espera-se que a reflexão apresentada seja apenas o despertar para uma discussão aprofundada entre profissionais da educação comum e especial sobre práticas pedagógicas mais acessíveis na perspectiva da inclusão escolar.

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